No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, é essencial refletirmos sobre os desafios de saúde que as mulheres enfrentam ao redor do mundo. Entre esses desafios, destacam-se as doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão arterial e o diabetes mellitus, que afetam um número crescente de mulheres no Brasil e globalmente. Essas condições não apenas comprometem a qualidade de vida das mulheres, mas também têm um impacto significativo na saúde pública, com custos elevados para os sistemas de saúde. O controle adequado dessas doenças é fundamental para garantir o bem-estar das mulheres, prevenir complicações graves e promover a saúde de toda a população.
A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais prevalentes entre as mulheres. De acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), a prevalência de hipertensão entre as mulheres no Brasil foi de 26,4%, superando os 21,7% observados nos homens. Este dado revela um quadro preocupante, já que a hipertensão é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares, que são uma das principais causas de morte entre as mulheres.
Além disso, a hipertensão pode levar a complicações como insuficiência renal, acidente vascular cerebral (AVC) e problemas de visão. A cada ano, o Brasil registra um número elevado de internações relacionadas à hipertensão, com mais de 68.000 hospitalizações de mulheres, conforme dados do Ministério da Saúde. O tratamento adequado e o controle da pressão arterial são cruciais para reduzir esses números e melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas pela condição.
O diabetes mellitus é outra condição que afeta um grande número de mulheres, tanto no Brasil quanto no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 205 milhões de mulheres vivam com diabetes no mundo, e o Brasil não é exceção. O país registra mais de 67.000 internações ao ano de mulheres devido ao diabetes, com um alto custo para o Sistema Único de Saúde (SUS). O diabetes tipo 2, em particular, tem uma prevalência crescente entre as mulheres, especialmente aquelas que vivem em contextos de sobrepeso e obesidade.
O diabetes não controlado pode causar uma série de complicações graves, incluindo doenças cardíacas, insuficiência renal, neuropatia e até cegueira. A OMS alerta para a necessidade de políticas públicas que promovam o controle do diabetes e a conscientização sobre os fatores de risco, como a alimentação inadequada e o sedentarismo, que contribuem para o aumento da prevalência da doença, especialmente entre as mulheres.
A boa notícia é que tanto a hipertensão quanto o diabetes podem ser controlados com mudanças no estilo de vida e, quando necessário, com o uso de medicamentos adequados. A adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada, a prática regular de atividades físicas e o monitoramento constante da saúde, pode prevenir o agravamento dessas doenças e reduzir o risco de complicações a longo prazo.
O controle da pressão arterial e da glicemia é especialmente importante para as mulheres, pois elas tendem a ser mais propensas a complicações devido a fatores hormonais e biológicos, como a menopausa. Além disso, o acesso a cuidados médicos de qualidade e a orientação para a realização de exames regulares de prevenção são fundamentais para detectar precocemente essas doenças e garantir um tratamento eficaz.


